E chegou o momento de treinar sozinha.
Confesso que demorei um pouquinho pra engrenar, mas enfim, consegui finalizar mais uma frente de almofada.
Sabe quando você está toda animada pra colocar o que aprendeu em prática, mas quando começa, algo dá errado e você dá aquela desanimada?
Pois é, aconteceu comigo. Quando fui quiltar na minha máquina, percebi que ela não diminui tanto a velocidade e, por ser eletrônica, o mínimo que eu consegui colocar foi de 100 ppm (pontos por minuto) e não adianta pisar devagar, porque ou ela vai naquela velocidade ou simplesmente para de costurar.
Bateu aquele desânimo, porque minha intenção era quiltar do mesmo modo que eu fiz no curso, bem devagarinho pra pegar os movimentos e ir aumentando a velocidade com o tempo.
Mas o desânimo bateu só por alguns minutinhos, porque daí pensei "eu paguei caro nessa máquina e além do mais, essa é a minha máquina. Só de desaforo é com ela que vou ter que aprender a quiltar".
E como eu já sabia que não ia ser fácil e que é preciso muito treino para quiltar bem, não poderia desistir na primeira dificuldade, não é?
E assim eu comecei minha peça com as costuras nas valas. E isso foi uma tortura, porque é difícil fazer linhas retas com a máquina trabalhando mais rápido. Aqui você pode me perguntar "mas por que você não fez as costuras retas com o pé tradicional?" Simples, porque eu me propus a ter o domínio do pé de quilting livre e mesmo que não fique tão bom das primeiras vezes, sei que com o tempo a tendência é melhorar e assim eu vou aperfeiçoando meus movimentos.
Depois de fazer essas costuras, eu parti para o centro do bloco com as linhas curvas e as linhas retas.
Nessa etapa, eu já estava um pouco melhor, e até que as linhas ficaram boas, com pontos uniformes.
Deixei para o final as plumas (ainda bem, senão teria batido o desânimo de novo, hahaha)
Aqui a máquina começou a me pregar peças e deixar a linha frouxa embaixo. Primeiro a linha da bobina estava solta, depois foi a linha de cima que se soltou de um dos passantes, mas no fim consegui ajeitar. E quando acertei tudo, a "pecinha" na frente da máquina é que não funcionou, kkkk
As primeiras plumas ficaram horrorosas, não conseguia nem por decreto passar a costura duas vezes no mesmo lugar e o jeito foi desmanchar e começar de novo.
No total, desmanchei três vezes as plumas externas.
Ah, desmanchador de costura, meu BFF (Best Friend Forever - Melhor Amigo pra Sempre), o que seria da minha vida sem você?
Na quarta vez eu tinha certeza que ia dar certo, porque a mão já estava pegando o ritmo da máquina de costura, e também porque eu não queria desmanchar mais uma vez, rs.
E assim, consegui fazer as plumas sem nenhuma diferença muito gritante.
Fiquei muito contente com esse treino. Foi o dia todo quiltando, desmanchando, arrumando algumas coisas, mas valeu o aprendizado.
Forro |
Fica a dica, se você se propuser a fazer algo, encare o que não deu certo como um aprendizado e persevere. Não desanime na primeira dificuldade.
Mudando de assunto, nas últimas semanas recebi alguns comentários perguntando do Dexter.
Ele está ótimo.
Separei essa foto que já faz um ou dois meses pra mostrar como o bichinho é inteligente. Quando está friozinho, ele puxa daqui, empurra dali e vai ajeitando seu edredonzinho até formar um ninho. Não é muito fofo meu filhote?
E aqui uma foto mais recente, com um brinquedinho:
Um abraço e ótima semana!
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